Archive for June, 2020

Pandemic Times, Healthcare & Family

Thursday, June 4th, 2020

The blog post I am writing today is a sad and tragic one. This past weekend I just lost my beloved cousin, Bruno Falconi Fontoura. He was a Medical Doctor, a healthcare practitioner, anesthesiologist, and more than anything a husband and a father of two beautiful kids; a son and a daughter. Well, the title of this post embraces all the craziness we have been living this year: the coronavirus pandemia, how people that are in healthcare have been dealing with it and about family, the most important piece of this puzzle we are living right now. Bruno has been a Medical Doctor for almost 20 years in my hometown in Brazil, named “Beautiful Horizon” (“Belo Horizonte” in Portuguese, because it is located in a nice valley and the sunrise and sunset are just beautiful). He has devoted most of his life to medicine, working overtime for years, not being able to celebrate birthdays and family gatherings mainly because he was always on call. The last couple of years have been tough for him, depression came and sank in. This year, he decided to go to the north of Brazil to help in the “front lines” against the coronavirus pandemia and unfortunately died suddenly. Brazil is now the second in the world in number of cases and deaths because of the coronavirus. We don’t really know the cause of his death (it was ruled as cardiac arrest and respiratory insufficiency), but since he was dealing with a lot of coronavirus patients, I suppose it had something to do with it. We have been talking from far using technology (whatsapp, phone calls, etc) constantly and in one of the last messages I have received from him he desperately asked: “What is going to be of all of us, our and the next generations, after all this pandemia ends if we survive?” I replied with a long voice message since I felt his anguish. The short summary of my message to him was to keep doing his work the best he could, protect himself and I told him to focus in four main things. The four things I mentioned were: 1) take care of our general health: exercise and eat well; 2) avoid getting this virus since we still don’t have a lot of knowledge about it; 3) take care of our mental health, since we (and him personally with his profession) are dealing with deaths and a global pandemia – basically keep yourself sane – and last and the most important 4) be with relatives and family at all costs (of course, taking the measures to avoid spreading the virus, etc). These four itens I told him a couple of weeks ago are still what I believe in, but now more than ever I believe we need to gather with our closest family and stay home. The governments and society are not and will not help at all. We are losing this battle. This virus is an invisible enemy and not being a pessimist, it will take time to understand it and to develop a treatment and/or vaccine. Now, more than ever, scientists have to work just like healthcare professionals to help. After this loss I’ve really got shaken. When things like these that you see in the news and media get close to you, especially to a family member that you’ve grown up together, young, full of life and energy, a dad, a professional and the most important: a human being. Loss is always tough, but when there is neglection like what is happening right now it is called genocide. But I will not get into politics in this post, maybe later. Bruno, wherever you are I hope you are well. And my message to all that are reading this post is stay safe, stay healthy, stay home (if possible) and stay mentally strong. It will not be easy, but I think we can do it. For the people we are losing and for the next generations.

*In Memoriam of Bruno Falconi Fontoura, my beloved cousin. He is lived through his wife Katia, his daughter Ana Beatriz and his son Benicio. Photo Source: Personal album of me and Bruno, circa 1989 in our “golden years”.

Portuguese version:

Pandemia, Saúde e Família

O “post” que estou escrevendo hoje é muito triste e trágico. Neste fim de semana, perdi o meu amado primo, Bruno Falconi Fontoura. Ele era médico, especialista em anestesia e, mais do que tudo, marido e pai de dois filhos lindos; um filho e uma filha. Bem, o título deste “post” abrange toda a loucura que estamos vivendo este ano: a pandemia global do coronavírus, como as pessoas que estão na área de saúde estão lidando com isso e sobre a família, a peça mais importante desse quebra-cabeça que estamos vivendo agora. Bruno foi por quase 20 anos médico em minha cidade natal, no Brasil, chamada Belo Horizonte. Ele dedicou a maior parte de sua vida à medicina, trabalhando horas extras por anos, não podendo comemorar aniversários e reuniões familiares, principalmente, porque estava sempre de plantão. Este ano, ele decidiu ir para o norte do Brasil para ajudar na linha de frente contra a pandemia de coronavírus e, infelizmente, morreu repentinamente (insuficiencia respiratoria e parada cardiaca, que sao as principais causas de morte pelo virus…). Realmente não sabemos a causa, mas como ele estava lidando com muitos pacientes com coronavírus, suponho que tenha algo a ver com isso. Nós conversamos usando tecnologia (whatsapp, telefonemas, etc.) constantemente e uma das últimas mensagens que tenho dele foi: “O que será de todos nós, da nossa e a próxima geração, depois que toda essa pandemia terminar, se sobrevivermos?” Respondi com uma longa mensagem pois senti sua profunda angústia. O breve resumo da minha mensagem para ele foi continuar fazendo o seu trabalho da melhor maneira possível, proteger-se e acho que agora devemos nos concentrar em quatro coisas principais. As quatro coisas que mencionei foram: 1) cuidar da nossa saúde geral, exercitar-se, comer bem; 2) evitar pegar esse vírus, pois ainda não temos muito conhecimento sobre ele; 3) cuidar de nossa saúde mental, já que nós (e ele pessoalmente com a sua profissão estressante) estamos lidando com mortes e uma pandemia global – basicamente mantenha-se são e por último e o mais importante 4) esteja com parentes e familiares a todo custo (claro usando as devidas medidas para evitar a propagação do vírus). Esses quatro itens que eu disse a ele algumas semanas atrás ainda são o que acredito, mas agora mais do que nunca acredito que precisamos nos reunir com a família mais próxima e ficar em casa. Os governos e a sociedade não estão ajudando e nem ajudarão como deveriam. Estamos perdendo a batalha. Este vírus é um inimigo invisível e não sendo pessimista, levará algum tempo para entendê-lo e desenvolver um tratamento e/ou uma vacina. Agora, mais do que nunca, os cientistas precisam trabalhar, assim como profissionais de saúde para ajudar. Após essa perda, fiquei realmente abalado. Quando coisas como estas que você vê nas notícias e na mídia se aproximam de você, especialmente de um membro da família que você cresceu junto, jovem, cheio de vida, pai, profissional e ser humano ficamos assustados. A perda é sempre difícil, mas quando há negligência como o que está acontecendo agora, isso se chama genocídio. Bruno, onde quer que esteja, espero que esteja bem. E minha mensagem para todos que estão lendo este texto é permanecer seguro, saudável, ficar em casa (se possível) e se manter mentalmente forte. Não será fácil, mas acho que podemos fazê-lo. Principalmente, em homenagem as pessoas que estamos perdendo e para as próximas gerações que ficam.

*Em memória de Bruno Falconi Fontoura, meu amado primo. Ele deixa sua esposa Katia, sua filha Ana Beatriz e seu filho Benicio. Foto: Album pessoal, Eu e Bruno, ano de 1989, nossos “anos incríveis”.